O presente artigo propõe apresentar o romance A visão das plantas, de Djaimilia Pereira de Almeida, através de uma chave de leitura ecocrítica e pós-colonial, a fim de destacar a relevância desse livro na produção literária da autora e no panorama da literatura da pós-memória afrodescendente. Em Portugal, a ecocrítica é uma disciplina que ainda não tem sido suficientemente utilizada como possibilidade metodológica de desconstrução das oposições binárias entre cultura/natureza e humano/não-humano que fundam o binómio colonizador/colonizado. A visão das plantas possibilita essa leitura ecocrítica de questões pós-coloniais, enfatizando em particular o tema da culpa. Para se inserir no grande debate da literatura, o romance conta uma história colonial visando descolonizar aquele mesmo passado que as segundas e terceiras gerações de afrodescendentes questionam no Portugal contemporâneo.
Nicola Biasio (2021). Diálogo da natureza e um pirata: a ecocrítica por uma perspectiva descolonizadora em "A visão das plantas" de Djaimilia Pereira de Almeida. ABRIL, 13(27), 137-149 [10.22409/abriluff.v13i27.50193].
Diálogo da natureza e um pirata: a ecocrítica por uma perspectiva descolonizadora em "A visão das plantas" de Djaimilia Pereira de Almeida
Nicola Biasio
2021
Abstract
O presente artigo propõe apresentar o romance A visão das plantas, de Djaimilia Pereira de Almeida, através de uma chave de leitura ecocrítica e pós-colonial, a fim de destacar a relevância desse livro na produção literária da autora e no panorama da literatura da pós-memória afrodescendente. Em Portugal, a ecocrítica é uma disciplina que ainda não tem sido suficientemente utilizada como possibilidade metodológica de desconstrução das oposições binárias entre cultura/natureza e humano/não-humano que fundam o binómio colonizador/colonizado. A visão das plantas possibilita essa leitura ecocrítica de questões pós-coloniais, enfatizando em particular o tema da culpa. Para se inserir no grande debate da literatura, o romance conta uma história colonial visando descolonizar aquele mesmo passado que as segundas e terceiras gerações de afrodescendentes questionam no Portugal contemporâneo.File | Dimensione | Formato | |
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